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Sem queixo ou queixo demais? Cirurgia reposiciona maxilar

Com ajuda do aparelho ortodôntico, cirurgia reposiciona maxilares para problemas estéticos e funcionais Foto: Daxiao Productions / Shutterstock

Há quem queira os dentes alinhados, outros procuram o sorriso branco, gengiva menor, mais clara. Mas, para alguns, o problema está no queixo que pode ser pequeno demais ou avantajado. A boa notícia é que a cirurgia ortognática pode solucionar problemas de maxilar e mandíbula. Além de funções estéticas, o procedimento também ajuda em casos de ronco.

João Roberto Gonçalves, professor da Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP, e Nathália Moraes, especialista em periodontia, tiram todas as dúvidas sobre o tema, desde a indicação da cirurgia ortognática até a recuperação.

O que é a cirurgia ortognática?
É a cirurgia feita para corrigir a posição inadequada dos maxilares através de osteotomias (cortes programados nos ossos) e reposicionamentos que são fixados com mini placas e mini parafusos de titânio. Esse tratamento é realizado por uma equipe multidisciplinar, como o cirurgião buco-maxilo-facial e o ortodontista.

Ela é indicada para quais casos?
Existem três principais indicações:
1- quando o maxilar inferior está excessivamente para frente ou para trás do maxilar superior. 2- quando um dos maxilares tiveram crescimento vertical excessivo (respiração bucal, sorriso com exposição excessiva de gengiva e dificuldade de fechar os lábios)
3- em assimetrias faciais e apneias obstrutivas do sono/roncopatias.

Ela é apenas estética? Serve para queixo e gengiva?
A cirurgia ortognática tem resultado estético muito evidente, mas sua principal indicação é funcional, como nos casos de apneias obstrutivas/roncopatias e dificuldade de respiração nasal. Para quem tem apenas o excesso de gengiva, com uma cirurgia simples no consultório já é possível corrigir esse sorriso. O melhor é sempre procurar o cirurgião-dentista afim de saber qual o melhor tratamento para o caso.

Como é a recuperação?
A recuperação é lenta com 2 a 3 semanas de afastamento das atividades de rotina. O inchaço nas primeiras semanas é acentuado e é recomendado fisioterapia ou fonoaudiologia por vários meses para o restabelecimento completo. Devido a avanços significativos de técnicas e materiais ocorrido nos últimos anos, os pacientes não apresentam dor acentuada e já terminam a cirurgia podendo falar, tomar alimentação líquida, abrir e fechar a boca. Deve-se fazer repouso e uma alimentação líquida e pastosa nos primeiros 20 dias e, em mais ou menos 45 dias o paciente poderá voltar com a alimentação normal.

É preciso usar aparelho antes da cirurgia?
Sim, o ideal é iniciar com o aparelho fixo para preparo da posição dos dentes. Esta fase dura em média 12 meses. O aparelho é responsável pelo alinhamento e nivelamento dentário e, consequentemente, para um melhor encaixe da oclusão. O paciente é operado com o aparelho na boca, que é removido de 6 a 12 meses após a cirurgia.

É possível ver o resultado virtualmente antes de se submeter à cirurgia?
Existem vários programas de imagem que permitem a visualização dos resultados estéticos, embora haja limitações na reprodução virtual dos tecidos moles. Entretanto, vale ressaltar que esse é um procedimento cirúrgico que visa realinhar e ajustar malformações para obter assim uma melhor função do sistema mastigatório que, em alguns casos, acaba alterando a estética facial do paciente, mas isso não temos como prever com tanta precisão.

Quanto tempo demora para ver o resultado final?
O resultado já é notado logo após a cirurgia, mas devido ao edema e reabilitação muscular, o resultado final só é visualizado de 3 a 6 meses após a cirurgia. A idade do paciente e condições sistêmicas individuais influenciam bastante nestes prazos.

Que tipo de anestesia é usada?
É um procedimento cirúrgico realizado em um ambiente hospitalar sob anestesia geral que tem a duração de algumas horas. Geralmente, o paciente é admitido na internação no dia da cirurgia e recebe alta 1 a 2 dias depois do procedimento.

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Fonte: Saúde Bucal

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